domingo, 23 de novembro de 2008

Ep. [1] Bad Girls

Não sei nem ser monge.
Fim da abstinência forçado.


Como posso ser 'a pessoa da vida de alguém' com meus tão poucos 18 anos?

[confusão mental...]


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Nota mental:
¹Eu preciso de um tempo. Pra mim. Só pra mim. Da maneira mais egoista que existir.
²Consigo driblar a carência emocional. Os amigos estão ai para isso. Adoro eles.
³O que fazer com a carência fisica? Tempo de abstinência em estado de fim provisorio até a resolução desta questão. sugestões?

sexta-feira, 21 de novembro de 2008

Further Instructions

Fim de semestre é a pior coisa do mundo.
Sério. Prova, prova, prova e trabalho, trabalho, trabalho.
Parece que o tempo nunca passa. São só duas semanas, mas duas semanas que nunca passam.
E pra completar a tensão do fim do semestre, acho que realmente tenho problemas com as mulheres. Sério. nunca dá, nunca dá certo. Acho que sou pessima de escolhas, sempre escolho as mais complicadas. Queria gostar de alguém (eu ia falar 'tipo eu' mas já passei por uma experiência dessa e não foi o relacionamento ideal) diferente de todas as outras. De todas as outras que já passaram. Preciso de novas sensações. Por enquanto eu tou bancando de monge, por livre e espontanea vontade. Não quero ficar com ninguém.
Ah! acho que esqueci de deixar observado. Hoje em dia sou amiga de X e de Y. Só tive que me acostumar com a ideia de ter que sair com elas, elas estando em casal.

quarta-feira, 8 de outubro de 2008

EP.1 [4] - The Dream Lover

Então, voltamos a Brasília. Y foi buscar X na chegada, e aproveitou para dar oi pro resto da galera. E eu pensei que toda a dificuldade passada por mim para não ficar com X na viagem valeu a pena, eu não conseguiria olhar na cara de Y se tivesse acontecido algo entre X e eu. E o esforço foi grande. X é do tipo muito bonito, muito em excesso. O tipo que chama atenção em qualquer lugar, e se não bastasse isso ainda é super simpática e legal. Enfim, não ficamos nessa bendita viagem.

Passou umas 2 semanas. Eu tava com uns problemas e andava meio estressada. Encontrei com X no msn e comecei a falar com ela. É incrível como justamente a pessoa que você quer mais se afastar é a que mais te entende e sempre aparece nas ocasiões certas. Some durante “séculos” e quando dá na telha de aparecer é na hora precisa. Então, X apareceu depois de duas semanas sumidas.

Saímos. ( Eu sei que não deveria ter feito isso.)
Andamos de carro pela cidade de madrugada. (Não entrar naquele carro tinha sido uma regra feita por mim mesma.).
Conversamos. (a saudade bateu, obviamente.).
Ficamos. (táqueopariu!)

Tudo errado, novamente. Todo o esforço de não-fazer-nada na viagem não valeu.
Mas o que eu podia fazer? Eu tava lá, ela estava lá. E ainda tinha Y, minha amiga, no meio disso tudo. Emoção e razão são opostos, mesmo.

Depois dessa noite não nos falamos. Assim, não nos ligamos no dia seguinte. Continuamos a falar normalmente como amigas, afinal nos conhecemos por quase dois anos. Mas claro que eu fiquei esperando a ligação do dia seguinte.

Depois de pouco tempo recebo a noticia de que X e Y estão namorando. Recebi a noticia via amigos em comum, da mesma forma que recebi que elas estavam ficando. Isso foi em um bar, perto da universidade. Y chegou mais tarde, eu já sabendo da noticia. A curiosidade me aplacou, e eu fui perguntar a Y todos os detalhes do namoro. Do pedido ao até como elas estão. Ela me contou o dia do pedido, foi antes da minha ultima ‘ficada’ com X. e eu novamente não fui avisada deste namoro. X não me contou, e eu não me encontrei com a galera antes, estávamos em período de férias e nos víamos menos.

Fiquei extremamente chateada com X. Muito e tanto e tanto. Ela tava namorando e ainda teve a capacidade de ficar comigo. Porra. Eu sei que tive culpa, eu sei. Minha chateação com X perdurou durante um tempo, sem que todos percebessem brigávamos com olhares nas mesas de bar. Não nos falávamos, a não ser por questões acadêmicas. Nada de ligações e nada de mensagens. Eu pensei que não sobraria amizade até.

Mas o tempo passa. E eu, não podia fazer mais nada. Y estava feliz com X, e aparentemente vice-e versa. Minha “sorte” é que elas formam um casal mais distante. Não são do tipo de sair com todo mundo, preferem ficar em casa. Sorte minha de pelo menos não encontrar com elas, tão frequentemente. Mas claro que as vejo, como casal mesmo, andando pela universidade. E dói. Muito.

X me marcou. Tanto do lado positivo como negativo. Não é a historia mais bonita de amor (amor?), mas eu tentei. Eu acho. Pelo menos foi o mais perto que eu consegui chegar do amor.

Ps.: Desculpe pelo sumiço.
Época de provas é foda.

domingo, 28 de setembro de 2008

EP.1 [3] - The Dream Lover

Bom, eu já sabia que X ficava com outras além de mim. Mas ficar com Y torna a situação chata. Só que eu resolvi ignorar. Continuei a ficar com X mesmo sabendo que ela ficava com Y também. Eu estava esperando X me contar de Y, eu estava esperando Y me contar de X. O lance é que eu sabia de tudo e nem todos sabiam também. X não sabia que eu sabia e Y não sabia que eu era uma parte da história. O tempo foi passando, até que em uma viagem que fomos Y e eu, ela me tirou no canto para contar seu romance com X. Y estava de fato encantada por X, o que não é lá muito difícil de acontecer. Y falava, falava e falava de X. Mas, caralho, logo pra mim? Vida irônica filha da puta.

Eu sabia agora. Ou seja, seria filhadaputagem minha “continuar” meu lance com X. antes pelo menos eu tinha a desculpa de “não saber” (mesmo sabendo). Como Y é muito minha amiga resolvi me afastar de X. E tentei, muito e tanto e tanto. Mas X é o tipo de pessoa que gosta de gente em volta, ela não deixava. Ela não deixar junto com minha falta de querer fez com que eu fizesse corpo mole para a situação. Era como se eu tivesse no limbo, não tava reagindo e processando muito bem as coisas. X aparecia, eu ficava.


Sai do limbo. A situação tornou-se insuportável. Tinha que acabar e eu ia acabar com aquilo. Dei a carta final, uma despedida com X. A essa altura X sabia que eu sabia, mas fingia como se não soubesse. Ela nunca tocou no assunto. Depois da despedida voltei para a casa e pensei muito. Teríamos uma viagem com todos, incluindo X e Y. eu tinha que me preparar. Mas todo meu preparo foi desnecessário. Y não foi por motivos que eu não sei até hoje, mas X sim. O lance era não ceder aos encantos de X, e eu consegui. Uma semana, no meio do nado, com mil oportunidades e não. Não ficamos.

Só que ao voltar para o cerrado...

sexta-feira, 26 de setembro de 2008

Ep. 1 [1] - Look Again

Há dez anos (1998)
Tinha 8 anos. Gostava de andar atrás do banco do meu pai no carro e minha mãe morria de ciúmes disso. Falava muito em casa e era muito tímida na escola. Gostava de ir à escola, mas adorava fins de semana. Brincava dentro de casa por zelo de mamãe.


Há cinco anos (2003)
Era a 8° serie. Como minha escola só ia até o ensino fundamental eu me sentia “dona” de lá. Me achava uma adulta...de 13 anos. Até essa idade eu nunca nem tinha ficado com ninguém (ninguém igual a ninguém mesmo). Acreditava no amor e atribuía meu bv a isso.

Há 2 anos (2006)
Estava no 3° ano. Estudava mais longe de casa e consegui uma relativa liberdade assim. Namorei e terminei. Me apaixonei por uma pessoa em especial. Viajei e fiz coisas normais de formandos do ensino médio.

Há 1 ano (2007)
Se eu posso dizer que vivi uma grande paixão, ela foi em 2007. Entrei para a universidade e MUITAS coisas mudaram. Conheci pessoas muito legais e estranhas, estranhas e legais. Mais paixão, mais brigas, mais términos e enrascadas. Ser calouro é legal e tem lá suas vantagens.

Ontem (24/09)
Fui em 3 das 4 aulas que eu tinha. Conheci um grupo legal de garotas e acho que ontem eu estava especialmente sociável. Me desencantei com meu flerte de corredor e tenho lá meus motivos.

Hoje (25/09)
Fui resolver problemas de auto-escola, fui pegar livros na biblioteca para estudar no fim de semana, fui a casa de uma amiga. Andei um pouco e voltei para casa. Nada muito produtivo.

Amanhã (26/09)
Estudar. Estudar. Estudar. É que os trabalhos de meio de semestre estão todos chegando e todos serão de uma vez.

Não posso viver sem: amigos e família.
3 coisas que eu compraria com R$1000:
- Livros que eu estou precisando.
- as temporadas de cold case
- uma bike. Para economizar no busão.

3 maus hábitos:
- ignorar os outros sem querer.
- ciúmes.
- não consegui falar com quem quero e preciso.

3 coisas que me assustam:
- andar na rua de meia noite as seis.
- avião.
- barata.

3 lugares que quero ir nas férias:
- Qualquer lugar virado para o sul.

terça-feira, 23 de setembro de 2008

Ep. 1 [2] - The Dream Lover

... X e eu continuavamos a ficar. Um evento daqui nos colocou junto na organização, o grupo de amigos passou a ser comum (tanto para o meu lado quanto para o dela), as saidas tornaram-se mais frequentes. E nós levamos na "brincadeira", tão na brincadeira que acabavamos por não ficar em tais saídas. Era vivin la vida loca, para as duas. Ficavamos apenas quando, ao acaso, batia a saudade. Nossos amigos não sabiam que ficavamos, não por sermos "armariadas" ou querermos esconder, todos sabiam que garotas eram preferência. só não sabiam que no momento eu estava preferindo X e vice-versa (?).
Me acomodei na situação. Não me incomodava. Nada me incomodava naquele periodo. X ficava com outras pessoas, eu também. Sem muitos pudores de esconder as "outras". Eu ainda não gostava dela. Como nada me importava, a situação foi sendo empurrada.
Acho ironico demais para ser verdade. Você se achar uma pessoa sem coração e do nada se descobre "apaixonada" pela pessoa menos provavél. No caso, era X. Ironico, muito. E foi mais-ou-menos assim. As coisas passaram a me incomodar, eu me importava afinal. Ah! aqui entra aquela parte de achar que tudo não passa de um mal entendido (da sua parte), uma brincadeira de puta mau gosto (dos seus sentimentos) a vida lhe querendo pregar mais uma peça (de Deus).
Não era para ser assim,e eu repeti essa frase mil vezes. Não era para gostar. Não era para ter sentimentos. Mas... é ironico.
E como eu descobri que me importava? da maneira mais estranha. Um amigo em comum (mas que não sabia que ficavamos) comentou comigo enquanto iamos a um bar perto encontrar o resto do pessoal que X havia feito besteira na noite anterior. X pegou uma pessoa enquanto estava ficando com outra (a um certo tempo - e que não era eu) e esta outra (que chamarei de y) havia ficado deveras chateada, pois a outra (y) gostava verdadeiramente dela. viu? é ironico. e sabe o que é mais ironico? y é minha amiga (só que também resolveu não me contar que estava ficando com X a um certo tempo.)
Isso me incomodou. Não sei se por X, por Y ou pelo meu amigo que sem nenhum senso resolve me contar. (depois eu lembrei que ninguém sabia que eu estava ficando -no gerundio- com X. todos achavam que tinha sido apenas na tal festa).
Tá, e agora? eu "éticamente" falo para Y toda a situação. eu "éticamente" encerro essa enrolação com X. eu "éticamente" volto para casa e seleciono a lista de músicas mais fossas que eu tiver. eu "éticamente" brigo com X e resolvo de vez a situação.
Eu "éticamente" não fiz nada. fui ao bar e fingi que não assimilei tal informação. Nem comentar com X eu comentei, afinal, não era habito nosso comentar as "outras" ou realizar cobranças. Vacilei no ponto de tratar Y como apenas "outra". Agora vejo que vacilei.

domingo, 21 de setembro de 2008

Ep.1 [1] - The Dream Lover

Como toda jovem normal eu já tive meus desencantos com o amor. O problema é que o desencanto não passou, e ele já perdura por um longo e bom tempo. Rememoro fatos e sofrimentos, que de certa forma podem se dizer antigos.

Eu não sei o que fazer. Na verdade, não tem nada para se fazer. é algo definitivamente finito de ambas [????] as partes.

Vou contar a história...


... A cerca de 2 anos atrás eu conheci X, a pessoa que carrega hoje todo meu desencanto, na universidade daqui. X era veterana, eu uma caloura. Alguns trabalhos juntas nos levaram a construir uma amizade, não tão forte, meio que cambaleante, nenhum interesse muito agudo das duas partes para que essa tal "amizade" guindasse em um caminho firme.

Mas o tempo passa... 1°, 2° semestre. Pode se dizer que agora eramos de fato amigas. conversas pelo corredor e meios de internet. poucas saidas, mas existentes, para alguns bares da cidade.

No 3° semestre X resolve contar a pessoa que vos escreve que se definia como Bissexual. Assim, no meio de um assunto nada haver mas sem qualquer relação para que X resolvesse me falar a orientação sexual (não gosto deste termo. mas não achei nenhum melhor). Acho que nesse momento meu cerebro armazenou a informação sem que ela fosse devidamente processada e correlacionada a contextos e acasos. O que de fato interessa é que passamos o resto da tarde toda falando de garotas.

Algumas semanas seguintes haveria uma famosinha festa na Universidade de cá. X iria, eu iria, e todos iriam. O resultado final é que nos ficamos, X e eu. Eu, já desiludida com histórias anteriores. X, uma verdadeira porra-louca.

(...continuo mais tarde. A chuva aqui chama coberto e filme. Alone.)

Ps.¹: Os titulos das postagens são nomes de episodios de seriados aleatoriamente escolhidos.