terça-feira, 23 de setembro de 2008

Ep. 1 [2] - The Dream Lover

... X e eu continuavamos a ficar. Um evento daqui nos colocou junto na organização, o grupo de amigos passou a ser comum (tanto para o meu lado quanto para o dela), as saidas tornaram-se mais frequentes. E nós levamos na "brincadeira", tão na brincadeira que acabavamos por não ficar em tais saídas. Era vivin la vida loca, para as duas. Ficavamos apenas quando, ao acaso, batia a saudade. Nossos amigos não sabiam que ficavamos, não por sermos "armariadas" ou querermos esconder, todos sabiam que garotas eram preferência. só não sabiam que no momento eu estava preferindo X e vice-versa (?).
Me acomodei na situação. Não me incomodava. Nada me incomodava naquele periodo. X ficava com outras pessoas, eu também. Sem muitos pudores de esconder as "outras". Eu ainda não gostava dela. Como nada me importava, a situação foi sendo empurrada.
Acho ironico demais para ser verdade. Você se achar uma pessoa sem coração e do nada se descobre "apaixonada" pela pessoa menos provavél. No caso, era X. Ironico, muito. E foi mais-ou-menos assim. As coisas passaram a me incomodar, eu me importava afinal. Ah! aqui entra aquela parte de achar que tudo não passa de um mal entendido (da sua parte), uma brincadeira de puta mau gosto (dos seus sentimentos) a vida lhe querendo pregar mais uma peça (de Deus).
Não era para ser assim,e eu repeti essa frase mil vezes. Não era para gostar. Não era para ter sentimentos. Mas... é ironico.
E como eu descobri que me importava? da maneira mais estranha. Um amigo em comum (mas que não sabia que ficavamos) comentou comigo enquanto iamos a um bar perto encontrar o resto do pessoal que X havia feito besteira na noite anterior. X pegou uma pessoa enquanto estava ficando com outra (a um certo tempo - e que não era eu) e esta outra (que chamarei de y) havia ficado deveras chateada, pois a outra (y) gostava verdadeiramente dela. viu? é ironico. e sabe o que é mais ironico? y é minha amiga (só que também resolveu não me contar que estava ficando com X a um certo tempo.)
Isso me incomodou. Não sei se por X, por Y ou pelo meu amigo que sem nenhum senso resolve me contar. (depois eu lembrei que ninguém sabia que eu estava ficando -no gerundio- com X. todos achavam que tinha sido apenas na tal festa).
Tá, e agora? eu "éticamente" falo para Y toda a situação. eu "éticamente" encerro essa enrolação com X. eu "éticamente" volto para casa e seleciono a lista de músicas mais fossas que eu tiver. eu "éticamente" brigo com X e resolvo de vez a situação.
Eu "éticamente" não fiz nada. fui ao bar e fingi que não assimilei tal informação. Nem comentar com X eu comentei, afinal, não era habito nosso comentar as "outras" ou realizar cobranças. Vacilei no ponto de tratar Y como apenas "outra". Agora vejo que vacilei.

2 comentários:

Olga disse...

Eu te linkei e já tem recadinho pra você lá no blog!
Bom fim de semana.

Olga disse...

"Ah! aqui entra aquela parte de achar que tudo não passa de um mal entendido (da sua parte), uma brincadeira de puta mau gosto (dos seus sentimentos) a vida lhe querendo pregar mais uma peça (de Deus)."
Adorei, eu sei como é isso! E que equação matemática a sua história, rss.